Evoluir a Lei Rouanet · por Kahuê Rozzi

UMA PROPOSTA PARA
DISTRIBUIR MELHOR
O INCENTIVO À CULTURA.

Boas ideias merecem acontecer.

O que é a Minha Rouanet? Uma proposta de sistema inteligente e transparente para equilibrar a forma como o incentivo chega aos projetos culturais. Inteligente porque cruza necessidades e preferências; transparente porque a regra é pública, automática e auditável.

Mapa do Brasil formado por blocos coloridos iguais
RECURSO PÚBLICO
REGRA PÚBLICA

NÃO BASTA
APROVAR.
PRECISA
ACONTECER.

A empresa pode escolher diretamente qual projeto vai apoiar. Isso transforma relacionamento, estrutura comercial e acesso a grandes marcas em vantagem de captação.

1Projeto aprovado
→
2Busca patrocinador
→
3Tem acesso?

A legislação vigente permite apoio direto a projetos previamente aprovados; aprovação não garante captação.

Fonte: Ministério da Cultura ↗

CLIQUE.
VEJA UM VALOR
DE VERDADE.

Este mapa mostra exemplos simulados, não dados atuais. Escolha um estado para ver uma categoria cultural e quanto um projeto começaria recebendo com o piso escolhido na calculadora.

↓ TOQUE EM UM ESTADO PARA VER O EXEMPLO

A EMPRESA ESCOLHE
AS CATEGORIAS.
NÃO OS NOMES.

01

ESCOLHE AS CATEGORIAS

Uma ou várias: música, cinema, teatro, dança, literatura, patrimônio, artes visuais ou cultura popular.

02

O FUNDO DISTRIBUI

O dinheiro financia os projetos aprovados daquela categoria com piso, complemento e teto.

03

A MARCA SE ESPALHA

Em vez de aparecer em um único nome, a empresa aparece em todos os projetos financiados naquela categoria.

TESTE A IDEIA

Onde sua marca quer estar?

Escolha uma área da cultura. O exemplo inteiro muda com a sua escolha.

EXEMPLO FICTÍCIO · NÃO REPRESENTA PATROCÍNIO REAL

SUA MARCA APOIA MÚSICA

A empresa escolhe música, não escolhe um nome. A marca aparece em todos os projetos financiados pelo fundo dessa categoria.

UM APORTE. MUITOS PALCOS. MUITO MAIS PRESENÇA.

A TROCA PARA QUEM PATROCINA

HOJE, POUCOS PALCOS.
NA MINHA ROUANET, A CATEGORIA INTEIRA.

A empresa deixa de concentrar sua marca em um ou dois nomes e passa a aparecer em muitos projetos financiados — grandes, médios, pequenos e iniciantes — espalhados pelo Brasil.

COMO É HOJE1 APORTE → 2 GRANDES PROJETOS
MARCAGrande showMARCAGrande festival

Prestígio concentrado em poucos nomes.

NA PROPOSTA MINHA ROUANET1 APORTE → A CATEGORIA PELO BRASIL
MARCAGrande showMARCAArtista novoMARCAFestival localMARCADupla inicianteMARCAFormaçãoMARCAProjeto popularMARCACirculaçãoMARCAPalco independente

Mais alcance, repetição e presença nacional.

SIMULE A VISIBILIDADE

QUANTO MAIS CONTRIBUI,
MAIS A MARCA APARECE.

Exemplo conceitual: as faixas e os valores exatos ainda seriam definidos publicamente.

DESTAQUEMais frequência
    MAIS VISIBILIDADE, NÃO MAIS PODER.A faixa aumenta o tamanho do logo e a frequência da comunicação. A empresa continua sem escolher quem recebe.

    O DINHEIRO
    DÁ PARA TODOS?

    Escolha um cenário. A calculadora usa os R$ 6,49 bilhões captados em 2024–2025 e responde primeiro se o valor mínimo cabe no fundo.

    AJUSTE SE QUISER

    RESPOSTASIM, DÁ.

    Todos os 12.000 projetos recebem pelo menos R$ 100 mil.

    Para garantir o mínimoR$ 1,20 bi
    Depois do mínimo, sobraR$ 5,29 bi
    Se dividisse tudo igualmenteR$ 540.767

    PROCURE.
    CONFIRA.
    COMPARE.

    Consulte diretamente a base pública do SALIC. A busca abre o resultado oficial em uma nova aba; este site não altera nem interpreta o retorno.

    CAPTADO EM 2024R$ 3,04 biendpoint anual do SALIC
    CAPTADO EM 2025R$ 3,45 biendpoint anual do SALIC
    FUNDO SIMULADOR$ 6,49 bisoma nominal dos dois anos
    O QUE AINDA NÃO ESTAMOS AFIRMANDO

    O endpoint anual repete PRONACs e ignora filtros geográficos. Por isso, rankings por estado, artista ou proponente só serão publicados após importação integral, deduplicação e reconciliação com o painel oficial.

    SEM JURIDIQUÊS · SEM RESPOSTA INVENTADA

    PERGUNTA
    PRONTA.
    RESPOSTA CLARA.

    Aqui estão as dúvidas centrais da Minha Rouanet. As respostas explicam exatamente a proposta — sem mudar o conceito e sem criar privilégios novos.

    01O que muda na escolha dos projetos?

    Hoje, a empresa escolhe diretamente qual projeto aprovado vai patrocinar. Na Minha Rouanet, ela escolhe uma área cultural ampla — como música, teatro, dança, cinema ou cultura popular — e uma regra pública distribui o dinheiro entre os projetos aprovados daquela área.

    02A empresa perde a vantagem de patrocinar?

    Não. A proposta preserva o incentivo fiscal e amplia o retorno de imagem: em vez de aparecer em poucos projetos escolhidos, a marca passa a aparecer em todos os projetos financiados pelo fundo cultural para o qual contribuiu.

    03Como a marca da empresa aparece?

    Por faixas públicas de contribuição. Quanto mais a empresa destina ao fundo, maior pode ser sua presença de marca — tamanho do logo, destaque e frequência — sempre seguindo a mesma tabela para todas as empresas.

    04Por que isso pode ser melhor para a empresa?

    Porque uma contribuição para música brasileira, por exemplo, pode colocar a marca no grande show, na dupla nova, no artista iniciante, no projeto da periferia e na festa popular. A empresa troca a escolha de um nome por alcance, repetição e presença nacional muito maiores. É troca com troco.

    05Artista famoso deixa de receber?

    Não. Fama não dá vantagem nem vira punição. O artista famoso e o artista iniciante entram pela mesma porta: projeto aprovado, regra igual, piso possível e teto para impedir concentração excessiva.

    06Região, raça ou gênero dão prioridade automática?

    Não nesta proposta. Ninguém recebe mais ou menos apenas por morar em determinada região, ser homem ou mulher, ser negro ou branco. O objetivo é retirar o privilégio do contato com o patrocinador e aplicar critérios objetivos ao projeto aprovado.

    07Todo projeto recebe exatamente o mesmo valor?

    Não necessariamente. Todos têm a mesma porta de entrada e podem começar com um piso, mas projetos têm tamanhos e custos diferentes. A distribuição considera o orçamento aprovado, a categoria e um teto público — sem negociação particular com a empresa.

    08E se o dinheiro não for suficiente para tudo?

    Primeiro se calcula quanto existe no fundo e quantos projetos foram aprovados. A regra distribui somente o dinheiro disponível, começa pelo piso e nunca promete mais do que existe. O valor final precisa caber na conta.

    09O governo passa a escolher os artistas?

    Não. O governo verifica se o projeto cumpre as regras, mas a distribuição segue uma fórmula pública e auditável. Tirar a escolha individual da empresa não significa entregar essa escolha a um político.

    10O captador deixa de existir?

    Ele deixa de ser a porta obrigatória para chegar ao dinheiro. Ainda pode ajudar a escrever, administrar, produzir e prestar contas, mas conhecer alguém dentro de uma grande empresa não decide mais quem consegue executar.

    APROVAR E DEIXAR SEM ACESSO

    NÃO É
    DEMOCRATIZAR
    A CULTURA.

    VOLTE AO COMEÇO ↑
    04 — VEJA O DINHEIRO ANDAR

    EXEMPLO FICTÍCIO · VALORES REDONDOS

    DEZ PROJETOS.
    DEZ MILHÕES.
    E AGORA?

    São três etapas. Clique em cada botão para acompanhar a distribuição do começo ao fim.

    ↓ CLIQUE NAS TRÊS ETAPAS

    ETAPA 1 DE 3
    FAIXA 1 — O PISO

    Primeiro, ninguém fica com zero.

    Dos R$ 10 milhões, R$ 5 milhões garantem R$ 500 mil para cada um dos dez projetos. Não importa quem conhece patrocinador: todos começam do mesmo lugar.

    10 projetos × R$ 500 mil = R$ 5 milhões
    PROJETO A · ACRER$ 500 mil
    PROJETO B · BAHIAR$ 500 mil
    PROJETO C · SÃO PAULOR$ 500 mil
    Três projetos fictícios, usados apenas para explicar a regra.